Escola Dominical - Editora BETEL

PROFETAS MENORES - INSTRUMENTOS DE DEUS PRODUZINDO CONHECIMENTO ESPIRITUAL AUTÊNTICO.

6.6.08

ZACARIAS- A MISERICORDIA DE DEUS - LIÇÃO 10

Autor
Zacarias, cujo nome significa “O Senhor se Lembra”, foi um dos profetas pós – exílicos, um contemporâneo de Ageu. Com Ageu, ele foi chamado para despertar os judeus que retornaram, para completar a tarefa de reconstruir o templo (ver Ed 6.14). Como filho de Baraquias, filhos de Ido, ele era de umas das famílias sacerdotais da tribo de Levi. Ele é um dos mais messiânicos de todos os profetas do AT, dado referências distintas e comprovadas sobre a vinda do Messias.

Data
O ministério de Zacarias começou em 520 aC, dois meses após Ageu haver completado sua profecia. A visão dos primeiros capítulos foi dada, aparentemente, enquanto o profeta ainda era um jovem (2.4). Os caps 7-8 ocorrem dois anos mais tarde, em 518 aC. A referência à Grécia em 9.13 pode indicar que os caps. 9-14 foram escritos depois de 480, quando a Grécia substituiu a Pérsia como o grande poder mundial. As profecias que abrangem o Livro de Zacarias foram reduzidas à escrita entre 520 e 475 aC.

Contexto Histórico
Os exilados que retornaram à sua terra natal em 536 aC sob o decreto de Ciro, estavam entre os mais pobres dos judeus cativos. Cerca de cinqüenta mil pessoas retornaram para Jerusalém sob a liderança de Zorobabel e Josué. Rapidamente, reconstruíram o altar e iniciaram a construção do templo. Logo, todavia, a apatia se estabeleceu, à medida que eles foram cercados com a oposição dos vizinhos samaritanos, que, finalmente foram capazes de conseguir uma ordem do governo da Pérsia para interromper a construção. Durante cerca de doze anos a construção foi obstruída pelo desânimo e pela preocupação com outras atividades. Zacarias e Ageu persuadiram o povo a voltar ao Senhor e aos seus propósitos para restaurar o templo. Zacarias encorajou o povo de Deus indicando-lhe um dia, quando o Messias reinaria de um templo restaurado, numa cidade restaurada.

Conteúdo
O livro de Zc começa com a veemente palavra do Senhor para o povo se arrepender e se voltar novamente para seu Deus. O livro está repleto de referências de Zc à palavra do Senhor. O profeta não entrega sua própria mensagem, mas ele, fielmente, transmite a mensagem dada ele por Deus. O povo é chamado para se arrepender de sua apatia e completar a tarefa que não foi terminada.

Deus, então, assegura ao seu povo o seu amor e cuidado por eles, através de oito visões. Avisão do homem e dos cavalos lembra ao povo o cuidado de Deus. A Visão dos quatros chifres e dos quatro ferreiros trazem à memória o julgamento de Deus. A Visão do homem com um cordel de medir, existe uma olhada apocalíptica na vele e pacífica cidade de Deus. A visão grandiosa do castiçal todo revestido de ouro entre os vasos de azeite assegura a Zorobabel que os propósitos de Deus serão cumpridos somente pelo seu Espírito. A visão do rolo voante emite o pronunciamento de Deus contra o furto e contra o juramento falso. A visão da mulher num efa significa a santidade de Deus e a remoção do pecado. A visão dos quatro carros retrata o soberano controle de Deus sobre a Terra.

As visões são seguidas por uma cena de coroação na qual Josué é coroado tanto como rei como sacerdote. Isso é poderosamente um simbolismo da vinda do Messias.
Nos caps 7-9, Deus usa a ocasião de uma questão sobre o jejum para reforçar sua ordem para justiça e juízo, para substituir as formalidades religiosas.
Os caps 9-14 Contêm muita escatologia.

Propósito.
Os dois propósitos que Zacarias tinha em mente ao escrever seu livro correspondem às duas divisões principais da obra.
(1) Os capítulos 1—8 foram escritos a fim de encorajar o remanescente judeu, em Judá, a persistir na construção do templo.
(2) Os capítulos 9—14 foram escritos para fortalecer os judeus que, tendo concluído o templo, ficaram desanimados por não ter aparecido imediatamente o Messias. Nesta passagem, é revelado também em que importará a vinda do Messias.

Visão Panorâmica.
O livro divide-se em duas partes principais.
(1) A primeira parte (1—8) começa com uma exortação aos judeus para que voltem ao Senhor, para que também o Senhor se volte a eles (1.1-6). Enquanto encorajava o povo a terminar a reedificação do templo, o profeta Zacarias recebeu uma série de oito visões (1.7—6.8), garantindo à comunidade judaica em Judá e Jerusalém, que Deus cuida de seu povo, governando-lhe o destino. As cinco primeiras visões transmitiam esperança e consolação; as últimas três envolviam juízo. A quarta visão contém uma importante profecia messiânica (3.8,9). A cena da coroação em 6.9-15 é uma profecia messiânica clássica do AT. Duas mensagens (7;8) fornecem perspectivas presentes e futuras aos leitores originais do livro.

(2) A segunda parte (9—14) contém dois blocos de profecias apocalípticas. Cada um deles é introduzido pela expressão: “Peso da palavra do Senhor” (9.1;12.1). O primeiro “peso” (9.1—11.17) inclui promessa de salvação messiânica para Israel, e revela que o Pastor-Messias, que levaria a efeito tal salvação, seria primeiramente rejeitado e ferido (11.4-17; cf. 13.7). O “peso” (12.1—14.21) focaliza a restauração e conversão de Israel. Deus prediz que Israel pranteará por causa do próprio Deus “a quem traspassaram” (12.10). Naquele dia, uma fonte será aberta à casa de Davi para a purificação do pecado (13.1); então Israel dirá: “O Senhor é meu Deus” (13.9). E o Messias reinará como Rei sobre Jerusalém (cap. 14).

Características Especiais.
Seis aspectos básicos caracterizam o livro de Zacarias.
(1) É o mais messiânico dos livros do AT, em virtude de suas muitas referências ao Messias, que ocorrem em seus catorze capítulos. Somente Isaías, com seus sessenta e seis capítulos, contém mais profecias a respeito do Messias do que Zacarias.

(2) Entre os profetas menores, possui ele as profecias mais específicas e compreensíveis a respeito dos eventos que marcarão o final dos tempos.

(3) Representa a harmonização mais bem sucedida entre os ofícios sacerdotal e profético em toda a história de Israel.

(4) Mais do que qualquer outro livro do AT, suas visões e linguagem altamente simbólicas assemelham-se aos livros apocalípticos de Daniel e Apocalipse.

(5) Revela um exemplo notável de ironia divina ao prever a traição do Messias por trinta moedas de prata, tratando-as como “esse belo preço em que fui avaliado por eles” (11.13).

(6) A profecia de Zacarias a respeito do Messias no capítulo 14, como o grande Rei-guerreiro reinando sobre Jerusalém, é uma das que mais inspiram reverente temor em todo o AT. O Livro de Zacarias ante o NT Há uma aplicação profunda de Zacarias no NT. A harmonização da vida pessoal de Zacarias, entre os aspectos sacerdotal e profético pode ter contribuído para o ensino do NT de que Cristo é tanto sacerdote quanto profeta. Além disso, Zacarias profetizou a respeito da morte expiatória de Cristo pelas mãos dos judeus, que, no fim dos tempos, leva-los-á a prantearem-no, arrependerem-se e serem salvos (12.10—13.9; Rm 11.25-27). Mas a contribuição mais importante de Zacarias diz respeito a suas numerosas profecias concernentes a Cristo.

Zacarias e o N. T.
Os escritores do NT citam-nas, declarando que foram cumpridas em Jesus Cristo. Entre elas estão:
(1) Ele virá de modo humilde e modesto (9.9; 13.7; Mt 21.5; 26.31, 56);

(2) Ele restaurará Israel pelo sangue do seu concerto (9.11; Mc 14.24);

(3) será Pastor das ovelhas de Deus que ficaram dispersas e desgarradas (10.2; Mt 9.36);

(4) será traído e rejeitado (11.12,13; Mt 26.15; 27.9,10);

(5) será traspassado e abatido (12.10; 13.7; Mt 24.30; 26.31, 56);

(6) voltará em glória para livrar Israel de seus inimigos (14.1-6; Mt 25.31; Ap 19.15);

(7) reinará como Rei em paz e retidão (9.9,10; 14.9,16; Rm 14.17; Ap 11.15); e

(8) estabelecerá seu reino glorioso para sempre sobre todas as nações (14.6-19; Ap 11.15; 21.24-26; 22.1-5).

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ZACARIAS - LIÇÃO 10

Zacarias é, às vezes, referido como o mais messiânico de toso os livros do AT. Os caps 9-14 sãos as seções mais citadas dos profetas nas narrativas dos Evangelhos. No apocalipse, Zacarias é citado mais do que qualquer profeta, exceto Ezequiel.

Ele profetizou que o Messias virá como o Servo do Senhor, o Renovo (3.8), como o homem cujo nome é Renovo (6.12); tanto como Rei como sacerdote 96;13), e como o verdadeiro Pastor (11.4-11). Ele dá um expressivo testemunho sobre a traição de Cristo por trinta moedas de prata ( 11.12-13), sua crucifixão (12.10), seus sofrimentos (13.7) e sua segunda vinda (14.4).

Duas referências a Cristo são de profundo significado. A entrada triunfante de Jesus em Jerusalém é descrita com detalhes em 9.9, quatrocentos anos antes do acontecimento (ver Mt 21.4; Mc 11.7-10). Um dos versículos mais dramáticos das Escrituras proféticas é encontrado em 12.10, quando, na maioria dos manuscritos a primeira pessoa é usada: “E olharão para mim, a quem traspassaram.” Jesus Cristo, pessoalmente, profetizou sua definitiva recepção pela cada de Davi.

No tempo de Zacarias e Ageu, o sacerdócio assume a liderança da nação. Deste modo a história do povo de Deus se divide em três grandes períodos:

1. De Moisés a Samuel = Israel sob a liderança dos juízes;
2. De Saul a Zedequias = Israel sob a liderança dos reis;
3. De Josué a 70 a.D. = Israel sob a liderança dos sacerdotes.

O nome Zacarias significa “Jeová lembra”. O tema do livro de Zacarias é: “O Deus que retorna com novas misericórdias”. Diante destas duas realidades a parte inicial do livro de Zacarias se ocupa com a exortação ao arrependimento afim de que as Misericórdias de Deus possam de fato serem concedidas ao povo. Os destinatários são os mesmo que Ageu – o povo do exílio babilônico, incluindo Josué (3:5) e Zorobabel (4:6), governador de Judá, que eram líderes no processo do retorno do cativeiro à Terra Prometida.

O conceito chave para se entender Zacarias, é o desafio ao povo para terminar a reconstrução do Templo. Envolvido neste conceito estão ensinamentos teológicos que se referem a razões messiânicas, apocalípticas e escatológicas. O versículo chave de Zacarias é: 9:9-10; sendo a verdade central a seguinte: “Eu sou zeloso (ciumento) por Jerusalém”, diz o Senhor (1:14 e 8:1). A estrutura do livro é bastante simples:

• As visões noturnas – caps 1 a 6;
• As quatro mensagens – caps 7 e 8;
• As responsabilidades proféticas – caps 9 a 14.

O que mais impressiona, é que em Zacarias temos o maior número de profecias acerca de Cristo do que em qualquer outro livro profético da Bíblia, exceto o de Isaías. As profecias messiânicas, são dez ao todo. Além disto um bom número de profecias apocalíptico-escatológicas são apresentadas, oito ao todo. Isto faz com que Zacarias tenha ao todo dezoito profecias Messiânicas e escatológicas, além das profecias cristológicas! Estas veremos mais adiante.

Ao olharmos a realidade daqueles dias na qual o povo de Deus se encontrava, aqueles primeiros dias do retorno da Babilônia para Jerusalém, o povo estava diante de quatro questões fundamentais para sua sobrevivência:

1. Por que Deus puniu o Seu povo enviando os seus líderes ao exílio em 597 e 587 a.C.?
2. Por que é que o povo não prosperava após o retorno da Babilônia?
3. O que é que Deus tinha em mente para o seu povo no futuro?
4. O que teriam que fazer para colher as bênçãos futuras?

O povo voltava a uma terra com poucos líderes, pouco dinheiro, sem templo e sem sacerdócio. Alguns peões haviam ficado para cultivar a terra de seus antigos senhores. Agora , com a questão da sucessão do trono persa, os judeus também enfrentavam a situação de instabilidade política. Confrontados com tais condições, o povo tinha as seguintes opções diante de si para escolher uma:

O povo podia seguir a liderança de muitos outros países pequenos no império Persa e rebelar-se. Esta opção parecia boa em virtude da relaxação dos impostos e a distância da possibilidade de uma guerra civil para cobrança dos mesmos. O resultado final na realidade seria punição certa quando o império se restabelecesse.

O povo poderia desistir. À luz da fome e da recessão econômica, adicionada do fato de que muitos exilados ainda não haviam retornado da Babilônia, poderiam pensar que Deus era incapaz ou sem vontade de cuidar de Seu povo. Esta opção envolveria voltar ao secularismo e aos deuses persas. O resultado teria sido o oblívio, destino sofrido pela maioria dos povos conquistados.

O povo poderia continuar com vinha procedendo, colocando o eu em primeiro lugar (construindo suas próprias casas) e Deus em segundo lugar (a construção do templo havia totalmente parada). O resultado provavelmente teria sido a fragmentação do povo em facções; opção que ameaçaria a pequena comunidade: Jerusalém contra Judá, peões contra habitantes da cidade, sacerdotes contra povo, nacionalistas contra simpatizantes dos persas.

A última opção seria a de confiar em Deus e seguir os Seus planos divinos, conforme revelados por Ageu e Zacarias. Nisto passamos a entender porque Zacarias está tão repleto de profecias de promessa da vinda de um Salvador e de um futuro glorioso. Zacarias exorta o povo para olhar a esta única opção viável.

Juntamente com Ageu, Zacarias exortava o povo de Judá e Jerusalém a fazer o seguinte:

*reconstruir o Templo sob a liderança de Zorobabel;
*restabelecer um sacerdócio purificado sob a liderança de Josué;
*expelir influências estrangeiras na sua vida religiosa; e
*viver uma vida moral adequada.

Ao que parece o ministério de liderança de Zorobabel foi altamente bem sucedido: o Templo havia sido reconstruído em 5 anos; o sacerdócio estabeleceu ordem e controle sobre o culto e os sacrifícios em Jerusalém; o povo estava sendo desafiado à pureza moral. A expectativa de Zacarias era a de que o povo de Deus estaria por experimentar as abundantes bênçãos de Deus.

Nesta abordagem global do livro e da profecia de Zacarias, chegamos a algumas conclusões teológico-doutrinárias que tem implicação direta em nossa vida nos dias de hoje. Zacarias trouxe esperança renovada e um novo plano de ação para a comunidade pós-exílica, ensinando o povo uma série de lições acerca de Deus e Sua relação com Seu povo:

•Os profetas nos trazem a revelação da vontade de Deus;
•Deus espera de nós uma vida com padrões morais elevados e não pecados;
•A salvação é oferecida a todos; e
•Deus é e continua sendo soberano sobre toda a história, governos, povos e situações gerais e individuais.

A aplicação destas verdades para hoje se configura nas seguintes afirmativas e propostas:

Zacarias, com sua mensagem, insiste em que a mensagem de Deus revelada através de Seu porta-voz permanece válida para gerações futuras como o foi para a geração que o ouviu. Tal visão estimulou o povo do antigo Israel a coletar e preservar os livros da Bíblia, vindo a se constituir no cânon do Antigo Testamento.
Deus espera de nós um culto de adoração sincero e uma vida moral elevada, o mesmo que esperou dos contemporâneos de Zacarias. Um culto sincero e boas obras são possíveis pelo perdão e amor de Deus que nos permeia em todo nosso ser.

A insistência de Zacarias no viver apropriado e culto adequado que traria as bênçãos de Deus permanece tão relevante como o foi outrora. Devemos ser cuidadosos, entretanto, em não cometer o erro dos amigos de Jó e concluir que o bem estar financeiro é evidência das bênçãos de Deus e que a dificuldade econômica e outras formas de dificuldades seriam prova da imoralidade de alguém.

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29.5.08

Ageu - LIÇÃO 9

Autor: Ageu
Data: Cerca de 520 aC

Autor
Ageu, cujo nome significa “Festivo”, foi um dos profetas pós-exílicos, um contemporâneo de Zacarias. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus, ele foi o mensageiro do Senhor, com a mensagem do Senhor, levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus.

Data
O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses, durante o segundo reinado do rei Dario, que governou a Pérsia de 522 a 486 aC, Isso localiza Ageu na história em 520 aC.

Contexto Histórico
Ageu em 520 aC, ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC, para reconstruir o templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. A construção havia cessado, todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . Mas, o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC.

Propósito:
Durante um período de quatro meses, em 520 a.C., Ageu entregou quatro concisas mensagens registradas neste livro. As mensagens tinham duplo propósito:
(1) exortar Zorobabel (o governador) e Josué (o sumo sacerdote) a mobilizarem o povo para a reedificação do templo; e
(2) motivar o povo a reordenar suas vidas e prioridades para que a obra da Casa de Deus fosse recomeçada com as bênçãos divinas.

Conteúdo
O livro de Ageu trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores.
O primeiro problema: o desinteresse (1.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença, Deus fala duas vezes ao povo. Primeiro, eles precisam perceber que são infrutíferos (1.5-6), porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1.7-9). Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. Após ver seu problema, o povo, então, precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado, se eles entregarem a ele o que eles têm (1.8)

O Segundo problema: Desencorajamento (2.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar o desencorajamento. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente; a outra trata de uma solução a longo alcance. Por hora, basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2.4). A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2.9)

O terceiro problemas: Insatisfação (2.10-23) Agora que o povo está trabalhando, eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa, enquanto a santidade não é. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2.19). O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento, mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2.23), isto é, para representar a natureza do servo a ser cumprida, finalmente, no mais importante Filho de Zorababel, Jesus.

Considerações preliminares:
Ageu é o primeiro de três livros pós-exílicos no AT (os outros dois são Zacarias e Malaquias). É mencionado nominalmente duas vezes em Esdras (5.1; 6.14), e nove vezes neste livro. É chamado "o profeta" (1.1; 2.1,10; Ed 6.14) e "embaixador do Senhor" (1.13). Pode ter sido um daqueles poucos exilados que, ao voltarem para repovoar Jerusalém, ainda se lembravam do templo de Salomão antes que fosse destruído pelos exércitos de Nabucodonosor em 586 a.C. (2.3). Sendo assim, Ageu devia ter entre setenta e oitenta anos de idade ao profetizar. O livro tem uma data exata para sua composição: o segundo ano do rei Dario da Pérsia (520 a.C.; 1.1).

O contexto histórico do livro é importante para compreendermos sua mensagem. Em 538 a.C., Ciro, rei da Pérsia, promulgara um decreto, permitindo aos judeus exilados voltarem à pátria para reconstruir Jerusalém e o templo, cumprindo, assim, as profecias de Isaías e Jeremias (Is 45.1-3; Jr 25.11,12; 29.10-14), e a intercessão de Daniel (Dn 9). O primeiro grupo de judeus a voltar para Jerusalém, havia deitado os alicerces do novo templo em 536 a.C., em meio a muita emoção e expectativa (Ed 3.8-10). No entanto, os samaritanos e outros vizinhos opuseram-se fisicamente ao empreendimento, desanimando os trabalhadores de tal maneira, que a obra acabou por ser interrompida em 534 a.C. A letargia espiritual generalizou-se, induzindo o povo a voltar à reconstrução das suas próprias casas. Em 520 a.C., Ageu, acompanhado por um profeta mais jovem - Zacarias (ver a introdução de Zacarias), conclama Zorobabel e o povo a retomar a construção da casa de Deus. Quatro anos mais tarde, o templo foi completado e dedicado ao Senhor (cf. Ed 4-6).

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Visão panorâmica - LIÇÃO 9

O livro contém 4 mensagens, cada uma delas introduzida pela frase: "a palavra do Senhor" (1.1; 2.1; 2.10; 2.20).
(1) Primeiro, Ageu repreende os repatriados por estarem tão interessados em suas próprias casas, revestidas de cedro por dentro, enquanto a Casa de Deus permanecia em desolação (1.4). O profeta exorta-os por duas vezes a considerar seus caminhos (1.5,7), revelando-lhes ter o Senhor Deus retirado a bênção sobre eles em conseqüência de seus maus caminhos (1.6,9-11). Zorobabel e Josué, juntamente com o restante do povo, reagindo à palavra do profeta, demonstram reverência a Deus, e recomeçam a obra (1.12-15).
(2) Poucas semanas depois, a reação dos repatriados, que haviam visto a glória do primeiro templo e que consideravam como nada o segundo, começava a desanimar o povo (2.3). Ageu, então, exorta os líderes a se mostrarem corajosos, porque (a) seus esforços faziam parte de um quadro profético mais amplo (2.4-7), e (b) "a glória desta última casa será maior do que a da primeira" (2.9).
(3) A terceira mensagem de Ageu, que conclama o povo a viver uma vida de santa obediência (2.10-19),
(4) e sua quarta mensagem (2.20-23), foram entregues no mesmo dia. A última mensagem prediz que Zorobabel representaria a continuação da linhagem a da promessa messiânica (2.23)

Cristo Revelado
Duas referências a Cristo no Livro de Ag são destacadas.
A primeira é 2.6-9, que começa explicando que o Deus irá fazer no novo templo um dia ganhará uma atenção internacional. Após um transtorno entre os povos da terra, as nações serão levadas ao templo para descobrir o que elas estavam procurando: Aquele que todas as nações desejaram será mostrado em esplendor no templo. A presença dele irá fazer com que a memória do glorioso templo de Salomão decaia, para que somente a glória de Cristo permaneça. Junto com a glória da presença de Cristo virá grande paz.
A segunda referência á vinda do Messias é 2.23. O livro finaliza com uma menção de Zorobabel, que liga esse livro, perto do final do AT, ao primeiro do NT

O profeta Ageu, diante de uma situação social, econômica e política de extrema oposição, transmitiu ao povo esperança e confidência, dando ênfase aos seguintes pontos:

1.Deus está firmado no controle de todas as nações e pode, como tem feito, remover a oposição política à Sua obra. Interessante é notarmos que este ponto teológico é quase uma constante nos profetas menores, repetindo-se insistentemente, como se Deus estivesse insistindo, e está, em chamar a atenção de Seu povo para uma realidade de gigantescas proporções.

2.O povo de Deus, do Seu Reino, precisa urgentemente rejeitar a atitude derrotista e
passar a agir baseado na promessa de Deus. Isto implica em uma profunda e completa confiança por parte de cada um e do povo como um todo na promessa e fidelidade divinas.

3.Deus abençoa aqueles que se esforçam, de fato, a viver uma vida de pureza – de santificação – a aqueles que dão prioridade aos Seus soberanos desejos. Deus recompensa, já no aqui e agora, aos que decidem trabalhar ao Seu lado em confiança, dando ao Reino a prioridade e preferência (Mat 6:33).

De todos estes aspectos, extraímos lições preciosas para os dias de hoje, que vivemos:

a.Devemos, com urgência, examinar as nossas prioridades para vermos onde está o peso maior: nos nossos prazeres imediatos ou na vontade de Deus.

b.Temos que rejeitar o derrotismo quando entramos em oposições ou momentos de desencorajamento. Quando as nossas forças parecem desfalecer, quando pensamos que chegamos ao fim da linha.

c.Devemos confessar as nossas falhas, isto é, reconhecer abertamente cada uma delas, a fim de vivermos uma vida santificada diante de Deus. Sem confissão não pode haver correção, pois não admitimos nada. Esta lição está espalhada por todo o AT e está presente no NT.

d.Temos que agir com coragem confiados em Deus, uma vez que possuímos Sua garantia de que está conosco sempre (todos os dias até os confins da terra) e nada passa desapercebido de Seus olhos.

Visitações de Deus
O profeta retorna à idéia dos juízos de Deus sobre o povo de Israel por causa de sua desobediência (v. 6). Quando labutavam muito e procuravam obter grandes colheitas, havia pouco para compensar a fadiga. Quando esse pouco era trazido para casa, Deus soprava sobre ele. Não deviam atribuir a improdutividade do solo ao longo abandono da terra ao período do exílio. Era nitidamente a mão disciplinadora de Deus contra eles. E ele lhes diz qual o motivo de tudo isso.

Poderia ter ocorrido em cada ano, por ocasião da ceifa, que quando as colheitas tivessem sido trazidas para os celeiros o Senhor tivesse mandado ventos fortes que derribassem os celeiros e espalhassem o cereal. Deus espalhou-o e o crestou. Como se poderia explicar a ação de Deus? Por que ele fez isso? A resposta é que eles deixaram que a casa do Senhor permanecesse em ruínas, enquanto cada um corria por causa de sua própria casa.

A palavra correr revela o zelo que eles demonstravam na busca de seus próprios negócios e interesses, enquanto não levavam em consideração a obra do Templo. Há um contraste entre "minha casa" e "sua própria casa".

Devido ao pecado do povo, os céus retiveram o orvalho que substitui a chuva nos meses secos do verão. Não havia fruto da terra. O Senhor trouxe sobre a terra e sobre os montes a seca que afetou o cereal, o vinho novo, o azeite, todo o produto da terra, e todo o trabalho do homem e do gado. A fome está indicada nas Escrituras como um instrumento da ira de Deus (2 Reis 8:1; Salmo 105:16). O cereal, o vinho e o azeite eram as principais colheitas da terra (Deuteronômio 11:14; 18:4). Os animais estão incluídos aqui porque eles tinham de sofrer as sortes do homem. A Lei predizia tais provações pela desobediência (Levítico 26:19-20; Deuteronômio 28:23-24).

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(AGEU)A obediência do povo - LIÇÃO 9

A obediência do povo
A mensagem e os arrazoados de Ageu com o povo caíram em bom solo. No versículo 12 temos o efeito do primeiro sermão de Ageu. Zorobabel, Josué e todo o resto do povo que havia voltado do exílio, atenderam à mensagem. Não havia dissensão nem divisão. O povo reconheceu a palavra de Ageu pelo que ela de fato era — a mensagem de Deus por intermédio do seu servo. O propósito de obedecer está declarado no versículo 12, do mesmo modo que o cumprimento é apresentado no versículo 14. Diante da obediência, o Senhor concede-lhes uma palavra todo-suficiente de estímulo para a tarefa que eles ainda têm pela frente.

Ageu é designado como o enviado do Senhor na mensagem que ele devia transmitir. As palavras significam, simplesmente, que o profeta estava investido de autoridade divina. Nosso profeta é o único na Bíblia chamado de "enviado do Senhor", embora todos os verdadeiros profetas também o fossem. A palavra, com efeito, não é aplicada apenas aos profetas. Em Malaquias 2:7 ela é empregada com relação aos sacerdotes. Ela não tem aqui o significado de anjo, como o sustentavam muitos pais da igreja, embora a palavra hebraica tenha legitimamente ambos os significados, como o tem a palavra grega correspondente no Novo Testamento.

A palavra de estímulo era que o Senhor seria com eles. Mensagem breve, mas portadora de tudo o que era necessário para aquela hora ou qualquer outra época. Que mais poderiam desejar? A promessa indica que o arrependimento deles foi autêntico. Ela lhes garantia a presença do Senhor para ajuda, proteção e bênção. Era a mais im­portante de todas as bênçãos porque incluía todas as demais. Esta é a todo-suficiente garantia de seu sucesso futuro (Romanos 8:31), uma vez que o favor de Deus, e não o seu antigo desagrado, devia agora repousar sobre eles.

Recomeça a construção
Foi o Senhor que deu energia aos dirigentes e de igual modo ao povo, inclinando o coração deles para o trabalho (Filipenses 2:13). Estavam desanimados, mas Deus os despertou.

Vinte e três dias decorreram entre os versículos 1 e 15 do capítulo primeiro. O intervalo, sem dúvida, fora passado em planejamento e preparação para a obra, removendo os escombros e reunindo o ma­terial e tudo o mais necessário. Bendito o quinhão das pessoas que se rendem à liderança do Senhor para realizar a sua obra no tempo por ele indicado. A conseqüência é bênção.

O estímulo do Senhor
Ageu data sua segunda mensagem no vigésimo primeiro dia do Sétimo mês. A referência a Levítico 23:39-44 mostra que era esse o Sétimo dia da Festa dos Tabernáculos, a festa final da colheita.

A obra de reconstrução do Templo já prosseguia por quase um mês. Muitos faziam comparação entre esse Templo e o de Salomão. O povo precisava agora de esperança e de estímulo para guardar-se contra o desânimo depois de haver recomeçado a obra em resposta à exortação do Senhor por intermédio do profeta.

No primeiro capítulo de Ageu a nação necessitava de uma palavra dirigida às suas consciências por causa de sua frieza e indiferença; agora, porém, o povo necessitava de uma palavra de ânimo e conforto para fortalecer-lhes as mãos e os propósitos enquanto perseguiam a tarefa em obediência ao Senhor.

De novo a mensagem é endereçada aos líderes civil e religioso da nação e ao resto que havia voltado do cativeiro. O próprio Senhor traça um contraste entre o Templo de Salomão e o que está em processo de construção. Ele pergunta quem dentre eles se lembra do primeiro Templo e indaga se não acham que esse segundo é quase nada em comparação.

Esdras 3:8-13 dá-nos o fundo histórico para a pergunta do Senhor. Está ali registrado que à época em que foi construído o segundo Templo, os sacerdotes acompanhavam o lançamento dos alicerces com apropriados salmos de louvor, com cântico e com som de trombeta.

Enquanto a geração mais jovem gritava de alegria, exultante com a realização, os idosos, que tinham visto o primeiro Templo em sua glória, choravam por causa do evidente contraste entre os dois edifícios. E especialmente a este último grupo que se dirigem agora as palavras de nosso profeta.

Deus fala da primeira glória de sua casa. Do ponto de vista do Senhor havia somente uma casa do Senhor no monte Sião, fosse ela o Templo construído por Salomão, por Zorobabel, ou, mais tarde, por Herodes. Em virtude dos limitados recursos do povo (1:6, 9-11) e da ausência de tesouros como a Arca, o Templo de Zorobabel deve, na verdade, ter parecido "nada" na estimativa de muitos.

Devia essa disparidade ser ocasião de desânimo e de nova para­lisação da obra? Não. Há uma tríplice ordem para ser forte, dirigida a Zorobabel, a Josué e a todo o povo. O mesmo Deus que traça o contraste em toda a sua vividez é quem oferece o incentivo espiritual necessário para o prosseguimento da construção. Dessa maneira, a comparação constante do versículo terceiro não foi introduzida para desanimá-los, mas para instar com eles a descansarem no seu Deus. Além do mais, as estimativas de Deus diferem muito das nossas. Eles recebem o encargo de continuar a obra com a repetida segurança (1:13) de que o Senhor será com eles. E eles têm motivo de sobra para saber que o Senhor cumprirá a sua promessa. Ele cumpriu a palavra que pactuou (literalmente, cortou, com referência ao corte das vítimas sacrificiais para ratificar um pacto) quando ele os trouxe do Egito.

Aqui se faz referência à aliança do Sinai (Êxodo 6:7; 19:5, e especialmente 33:12-14). Se o Senhor cumpriu sua promessa nesse caso através de todos os séculos intervenientes, podemos estar seguros de que ele cumprirá sua promessa hoje. Sim, e seu Espírito ainda permanecia (usa-se aqui o particípio que significa "morava") com eles naquele preciso momento. Por certo eles nada têm que temer. Deus é por eles; quem pode, com êxito, estar contra eles?

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23.5.08

LIVRO DE SOFONIAS - LIÇÃO 8

Data: Cerca de 630 aC

Autor
O nome “Sofonias” significa “O Senhor escondeu”, foi um profeta de Judá. Ele se identificou melhor do que qualquer outro dos profetas menores, remontando sua linhagem quatro gerações até Ezequias, um bom rei que levou o povo de volta a Deus durante o tempo do profeta Isaías. Sofonias foi contemporâneo ao rei Josias e seu parente distante, há uma possibilidade que eram amigos.
A intimidade de emoção bom como a familiaridade de lugar, quando Sofonias escreve a respeito de Jerusalém (1.10-11), indicam que ele havia crescido lá. De acordo com o arranjo das Escrituras hebraicas, Sofonias foi o último profeta a escrever antes do cativeiro.

Data
Sofonias dá o período de tempo geral do seu escrito como sendo “nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá” (1.1), cerca de 640 a 609 aC. O auge da reforma de Josias foi nos anos 620. Visto que a queda de Nínive em 612 aC ainda não havia acontecido (2.13,15), a maioria dos estudiosos estabelece a data dos ecritos entre 630 3 627 aC. Seus contemporâneos incluem Jeremias e Naum.

Contexto Histórico
Aproximadamente 100 ano antes dessa profecia, o Reino do Norte ( Israel) havia sido derrotado pela Assíria. O povo havia sido levado cativo, e a terra havia sido recolonizada por estrangeiros. Sob o reinado de Manassés e do rei Amom, pai do rei Josias, tributos haviam sido pagos para se evitar que a Assíria invadisse o Reino do Sul.
A aliança com a Assíria não somente afetou a Judá politicamente, mas também as práticas religiosas, sociais e de comportamento da Assíria impuseram sua tendências em Judá. Proteção oficial foi dada em Judá para as artes mágicas e adivinhados e encantadores. A religião astral se torno tão popular, que o rei Manassés , construiu altares para adoração do sol, lua , estrelas, signos do zodíaco e todos os astros dos céu, à entrada da Casa do Senhor (2Rs 23.11).

A adoração da deusa-mãe da Assíria se tornou uma prática que envolvia todos os membros das famílias de Judá (Jr 7.18). Todavia à medida que o jovem Josias foi tomando conta das rédeas do governo, a ameaça assíria foi diminuindo. O golpe final ao seu poder veio com uma revolta de uma Babilônia em ascensão, que resultou, finalmente, na destruição de Nínive.

Conteúdo
Sofonias considerava o desenvolvimento político de Israel, de Judá e todas as nações circunvizinhas da perspectiva de que o povo devia aprender que Deus estava envolvido em todos os assuntos da história. Falando como um oráculo de Deus, ele entende que Deus usa governos estrangeiros pra levar julgamento sobre se rebelde povo escolhido. Sf está apavorado com o fato de que, após a catástrofe das tribos do Norte, o povo de Judá ainda mantinha a absurda noção de que Deus fosse incapaz de fazer bem ou mal ( 1.12).

Os escritos de Sofonias tem três componentes:
1) o pronunciamento de um julgamento específico e, freqüentemente, o julgamento universal do pecado;
2) um apelo ao arrependimento, porque Deus é justo e deseja perdoar;
3) uma promessa segundo a qual o restante que fez de Deus seu refúgio será salvo.

Cristo Revelado
O significado do nome de Sofonias “ O Senhor Encobriu” conduz ao ministério de Jesus. A verdade da Páscoa no Egito, onde aqueles que foram encobertos pela marca de sangue nas portas foram protegidos do anjo da morte, é repetida na promessa de 2.3, onde aqueles mansos da Terra que preservaram a justiça de Deus serão encoberto no Dia da ira do Senhor. Cl 3.2-3 explica esse aspecto do ministério de Cristo: “Pensai nas coisas que são de cima e não na que são terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. “
O regozijo sobre um restante salvo (3.16-17) está relacionado com a Obra de Jesus. Ele disse:” Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento

Características especiais
Cinco aspectos caracterizam o livro de Sofonias.
(1) è o único profeta que apresenta uma lista considerável da sua linguagem, remontando quatro gerações até o rei Ezequias.
(2) Contém a revelação mais completa no AT a respeito do “dia do Senhor”.
(3) Demonstra que o povo de Deus precisa ser confrontado por suas advertências, além de ser consolado com suas promessas.
(4) Contém uma doutrina bem desenvolvida a respeito do remanescente fiel, que seria restaurado no dia da visitação do Senhor (3:9-20).
(5) A revelação de Sofonias a respeito do dia vindouro da ira de Deus, para os ímpios, e do grande dia da salvação, para seu povo, contribuiu para a revelação no NT sobre os fins dos tempos.

Ameaças contra Judá e Jerusalém
-1:1-Sofonias.
Sofonias profetizou durante o reinado de Josias, rei de Judá (640-609 a.C.). A nação achava-se envolvida com a violência e a idolatria. Havia indiferença e zombaria para com o Senhor Deus. A mensagem de Sofonias foi entregue provavelmente antes do movimento da reforma promovida por Josias. Talvez haja funcionado como a força motivadora que levou o rei a conclamar o povo a renovar a obediência a Deus e à sua Lei.

-1:2,3- Inteiramente consumirei tudo..
Sofonias começa anunciando o juízo divino que virá sobre o mundo todo. Pois a raça humana, de maneira genérica recusar-se-á a buscar o Senhor. Deus mesmo determinou um dia em que destruirá todos os ímpios, bem como o próprio mundo. Será um tempo de aflição, angústia, perturbação e ruína (V.15).

-1:4- Contra Judá.
Judá, o povo de Deus nos dias de Sofonias, não demoraria em experimentar a ira de Deus por haver se desviado do Senhor para adorar outros deuses e por haver se dedicado à violência, à corrupção e à traição (VV.4-9).

1:5- Curvam ao exército do céu.
Esta forma de idolatria grassa nos dias de hoje. Muitos são os que buscam consolo e orientação por meio de sinais astrológicos e horóscopo (Dt.4:19).

-1:5- Os que… jurando ao Senhor.
Muitos em Judá participavam doutras formas de culto enquanto diziam adorar ao Senhor. Tal mistura é idolátrica e flagrantemente maligna. Deus não tolerará os que , embora se identifiquem com seus seguidores, participam de atividades pagãs, pecaminosas e imorais. A condenação espreita a todos os que se recusam a se dedicarem como santos ao Senhor.

-1:7- O dia do Senhor
Esta profecia aplica-se, em primeiro lugar, à destruição de Judá pelos babilônios em 605 a.C, e em segundo lugar, ao juízo divino a ser aplicado em escala mundial contra todas as nações no fim dos tempos (Is.2:12; 13:6,9). O último dia da ira ainda está por vir (Rm.2:5), e acha-se associado à segunda vinda de Cristo (Mt.24:29-33).

-1:12- O Senhor não faz bem nem faz mal.
Muitos em Judá tinham um conceito deísta de Deus (de que Deus não está ativamente envolvido nos assuntos cotidianos da humanidade). Acreditavam que Deus não castigaria o pecado do povo.
(1) Os que adotam tal atitude, descobrirão, com pavor, no dia do juízo, que Deus os punirá por causa daqueles pecados que não abandonaram.
(2) Deus não está distante dos assuntos humanos, nem deixa de neles envolver-se. Ele recompensará os que o buscam e condenará os que dEle se desviam para praticar o mal (ver Rm. 2:5-11)

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Ameaças contra diversas nações. - LIÇÃO 8

-2:1-3- Congrega-te ó nação.
Sofonias já havia enunciado a iminência do dia da ira divina contra Judá. Dia este que não seria cancelado. A ocasião exata e a certeza do juízo já haviam sido determinadas. A nação teria de ser castigada em conseqüência de suas apostasias e pecados. Mesmo assim, Deus oferecia esperança aos que se arrependessem antes daquele dia. Os verdadeiros justos seriam protegidos pelo Senhor no dia de sua ira.

-2:3- Buscai ao Senhor… buscai a justiça, buscai a mansidão.
O profeta oferece esperança aos que já se haviam voltado ao Senhor. Exorta-os a aprofundar sua dedicação a Deus e aos seus caminhos. E o Senhor, quem sabe, haveria de protegê-los quando viesse castigar o povo. Os fiéis deviam buscar três coisas que quisessem experimentar o avivamento e novas bênçãos da parte do Senhor.

Três coisas igualmente essenciais aos crentes de hoje.
(1) Buscar o próprio Deus. Seus corações deviam voltar-se a Ele com profundo desejo de conhecê-lo e amá-lo como seu Senhor e protetor segundo o concerto (Jr.29:13).
(2) Buscar a justiça, conforme definida na Palavra de Deus, como sua maneira de vida (Is.1:21; Mt.6:33).
(3) Buscar a humildade, reconhecendo a própria insuficiência e necessidade em submeter-se a Deus. (Nm.12:3).

-2:4-15- Gaza será desamparada.
Depois de advertir Judá, Sofonias profetiza o castigo divino que viria sobre as nações vizinhas, todas pecaminosas e idólatras.

-2:10- Escarneceram e se engrandeceram contra o povo do Senhor.
O mundo incrédulo ofende e zomba dos que são de Deus, e dedicam-se aos padrões retos e santos da sua Palavra.
(1) Semelhante tratamento é inevitável num mundo que está sob o controle de Satanás, e é dominado pelos que têm a mente obscurecida (II Co 4:4). O próprio Jesus sofreu zombaria e censuras enquanto se encontrava na terra (ver Mt. 27:39-44).
(2) A perseguição aos justos não durará para sempre. Deus determinou um dia em que vindicará os que permaneceram leais aos seus caminhos. O justo castigo Ele reservou aos que zombam dos fiéis.

O castigo de Jerusalém. A promessa feita aos fiéis
-3:1-7- Ai… da cidade opressora!
Depois de condenar as nações pagãs, Sofonias volta a atenção aos pecados de Jerusalém e do povo de Deus, por haverem se oposto a Deus e à sua Lei. A decadência moral penetrava em todos os níveis da sociedade e o povo já não queria ouvir os profetas do Senhor.

-3:3,4- Seus príncipes… juízes… profetas…sacerdotes.
Estas eram as quatro principais categorias de líderes em Judá. Deus os condenou por não serem santos e justos.
(1) Os príncipes e juízes pervertiam a lei, e abusavam de seus cargos para obter dinheiro e propriedades.
(2) Os profetas alteravam a mensagem divina a fim de obter popularidade e aprovação do povo.
(3) Os sacerdotes profanavam a casa de Deus ao violarem seus princípios e viverem vidas imorais.
(4) Devemos resistir aos líderes que toleram ou promovem o mundanismo e a imoralidade em nome de Deus. Em lugar deles, coloquemos líderes e leigos que preservem os padrões divinos. Estes jamais podem ser rebaixados a fim de acomodar os pecados de líderes profanos.

-3:5- O Senhor é justo… não comete iniqüidade.
Embora os seres humanos fracassem e caiam no pecado, Deus continuará justo. Tal verdade é inerente à sua natureza.
(1) O Senhor Deus é veraz, reto e justo em todos os seus caminhos (Dt.32:4), Mantenhamos, pois, a fé na sua justiça infalível.
(2) Embora aconteçam-nos coisas que não conseguimos entender, permaneçamos convictos de que seu amor e fidelidade jamais hão de cessar. Ele opera em nossa vida o que é certo. Deus não pode falhar.

-3:9-20- Para que todos invoquem o nome do Senhor.
Sofonias passa, agora, a examinar o plano divino em redimir as nações depois de haverem sido estas purificadas pelo juízo. Um dia, as nações serão reconciliadas com Deus, e hão de invocá-lo e servi-lo. Estas promessas serão cumpridas durante o Milênio, quando Cristo estiver reinando sobre o mundo inteiro (ver Ap.20:4).

-3:10- Dalém dos rios da Etiópia.
A Etiópia era umas das terras mais distantes de Israel naqueles tempos. Além da Etiópia, as demais nações trarão oferendas a Deus em Jerusalém (Is. 66:18,20).

-3:11- Naquele dia
Quando Deus levar as nações ao verdadeiro conhecimento, Ele restaurará os infortúnios do seu próprio povo (V.20).

-3:14-17- Regozija-te e exulta.
O povo de Deus deve regozijar-se por causa da sua salvação. A alegria do coração não é uma reação carnal; é uma reação sobrenatural, que resulta da atividade redentora em nossa vida.

O regozijo vem-nos porque:
(1) somos perdoados e não mais castigados pelos nossos pecados (v.15);
(2) nosso inimigo já foi derrotado, fomos libertos da escravidão de Satanás e do pecado (v.15);
(3) Deus está conosco e nos dá a sua comunhão, graça e ajuda durante a nossa vida (VV15-17); e
(4) somos objetos do grande amor e deleite de Deus (V17). Estas condições prévias à exultação acham-se à disposição daqueles que tem pleno conhecimento do que Deus tem feito em nosso favor mediante o seu Filho (ver Ef. 1:17-18). Nossa alegria chegará ao clímax no dia em que Deus manifestar plenamente a sua glória e majestade na terra (Is.35:1-10). Amém

O Dia do Senhor
O "Dia do Senhor", pelo contrário, não é uma nova revelação, mas já era conhecido no Antigo Testamento. Esse "dia" tem a ver com o justo juízo de Deus que cairá sobre o mundo incrédulo e castigará a rebelião contra Ele. Nesse dia igualmente acontecerá o juízo sobre o povo de Israel e seu restabelecimento espiritual. Trata-se da intervenção evidente e visível de Deus nos acontecimentos deste mundo.

Esse dia é o dia da Grande Tribulação e começa depois do arrebatamento. Ele resultará, finalmente, na vinda de Jesus em poder e glória juntamente com os Seus santos. Por isso ele também é chamado de "as dores" ou "dores de parto" (1 Ts 5.3). Em sua abrangência mais ampla, o "Dia do Senhor" se refere ao estabelecimento do reino de Jesus (Milênio) e conduz à derradeira destruição do antigo céu e da antiga terra. Também a esse respeito seguem alguns exemplos:

• "Porque o Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido. Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do Senhor e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra" (Is 2.12 e 19; compare Ap 6.15-17).

• "Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor" (At 2.19-20).

• "se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus" (2 Ts 1.6-8; compare 2 Ts 2.10-12).

• Outras passagens bíblicas sobre o "Dia do Senhor" são encontradas em Joel 1.15; 2.1-2; Ezequiel 30.3; Sofonias 1.14; Zacarias 14.4-5 e 8; 1 Tessalonicenses 5.1-5;2 Pedro 1.16; 3.10 e Judas 14-15.

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17.5.08

HABACUQUE: O TRIUNFO DA FÉ

Introdução:
Porque, aparentemente, Deus tem tolerado a iniqüidade? Quando os ímpios serão castigados? Porque muitas vezes somos castigados pelos ímpios? Diante deste quadro, como confiar na justiça divina? São perguntas básicas que muitas vezes nós fazemos em momentos de dificuldade, luta e desespero. O livro de Habacuque é a demonstração de um homem que viveu uma profunda crise espiritual devido a aparente indiferença de Deus ao sofrimento de seu povo. O triunfo da fé é demonstrado ao final do livro através de persistentes apelos do profeta por uma resposta de Deus, resposta esta que levou Habacuque a saber que Deus é o justo juiz e nos leva a crer, acima das circunstâncias, na fidelidade divina.

Autor
Sobre profeta Habacuque (cujo nome significa “abraçar” ), quase nada sabemos: a referência a Habacuque como “profeta”(1:1) pode indicar que ele era bem conhecido. Pelo linguagem utilizada em seu livro, mostra uma pessoa familiarizada com o culto, levando-nos a pensar que Habacuque era ligado de alguma forma ao templo de Jerusalém. Nada sabemos de sua cidade de origem, tribo ou algum parentesco.

Data e ocasião
A referência que Habacuque apresenta sobre os Caldeus (babilônicos) como poder mundial indica um período compreendido entre a queda da Assíria (612-605 AC) e a deportação do rei Joaquim para a Babilônia (597 AC). Assim sendo, Habacuque profetizou na mesma época que Jeremias.

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Divisões do livro de Habacuque - LIÇÃO 7

1)O Conflito da Fé ( Capítulos 1 e 2)
O primeiro conflito de Habacuque (1:1-4) : o profeta vê a impiedade e violência por todos os lados, a lei divina violada e os justos perseguidos. Clama ao Senhor para que castigue Judá por causa desta condição. A primeira resposta de Deus (1:5-11) indica que Deus levantaria os caldeus como instrumento de correção.

Esta primeira resposta de Deus leva Habacuque a um outro questionamento, expresso nos versículos 1:12 até 2:1: se Deus punirá os malfeitores de Judá usando os caldeus, como que Deus permite que Seu próprio povo, embora em pecado, seja castigado por uma raça de idólatras, blasfemos e ímpios como os caldeus? Muito embora o Senhor tenha ordenado que os caldeus castigassem Judá (v.13), será que é a Sua vontade que esta nação terrível humilhe Judá tão desapiedadamente quanto ao outras nações? (V. 14-17)

A Segunda resposta de Deus (2:2-5). Muito embora os caldeus tivessem sido ordenados para executarem o juízo sobre Jerusalém, no seu orgulho arrogante excederam e muito na sua missão (2:4a). Muito embora os ímpios, representados pelos caldeus, prosperem na sua iniquidade e sofram os justos, este últimos tem de viver por meio de uma vida de fidelidade a Deus, inspirada em Suas promessas e em Sua justiça (2:4b). Muito embora Jeová usasse os caldeus como um flagelo sobre seu povo, estes não ficariam impunes(2:6-20). O profeta há de escrever a profecia da derrota final dos caldeus e colocá-la onde todos poderão lê-la (2:2). Muito embora seu cumprimento possa retardar-se, os justos tem de esperá-lo pacientemente, confiando na palavra de Deus (2:3).

2)O triunfo da fé (capítulo 3)
No início, Habacuque indagava porque Deus parecia aumentar o juízo sobre seu povo. Agora, tendo ouvido a resposta, o profeta teme, e ora para que o Senhor repita Sua obra de libertação como antes, e se recorde da misericórdia, mesmo em meio ao castigo (3:1-2).

O profeta apresenta um quadro vivo do procedimento divino nos dias passados, para salvar seu povo, dando a entender que Sua misericórdia anterior para com Israel seja uma garantia da misericórdia divina para o futuro (3:13).
Finalmente, Habacuque havia aprendido a sua lição de fé. Sejam quais forem as circunstâncias dele ou de seu povo, por mais tenebroso e sem esperança que seja o futuro, ele regozijar-se-á em Deus (3:17-19).

É muito importante a leitura do livro de Habacuque no sentido de nos acrescentar confiança nos propósitos de Deus. Embora estejamos vivendo em meio a uma sociedade corrompida, e em muitas ocasiões vemos a prosperidade alcançar os ímpios, devemos continuar a confiar em Deus. Ainda que as circunstâncias não nos sejam favoráveis, não devemos levar isto em consideração, pois não vivemos segundo o momento atual, vivemos baseados nas promessas de Deus. É isto que Paulo quer dizer quando afirma que: “O justo viverá da fé.” (Romanos 1:17).

Conteúdo
O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual, contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. A diferença entre o início do Livro (1.1-4) e o final do livro (3.17-19) é impressionante.

Nos primeiros quatro versículos, Habacuque é oprimido por circunstância existente ao redor dele. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. Embora Hc se dirija a Deus (1.2), ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas; suas mãos não se manifestam; Deus não pode ser encontra em lugar algum. Os homens estão na direção, e os homens vis, por isso mesmo, também. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade… Vexação… Destruição… Violência… Contenda… Litígio… A lei se afrouxa… A sentença nunca sai… O ímpio cerca o justo… Sai o juízo pervertido”.

Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3.17-19)! Tudo mudou. O profeta não é mais controlado, nem ansioso por causa das circunstâncias, pois sua visão foi elevada. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos, mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas, Habacuque fixou sua esperança em Deus, pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas. Ele é a fonte da alegria e força do profeta. Habacuque descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.19). As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “… Me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o Senhor, é a minha força… Pés como os das cervas… Andar sobre as minhas alturas” (3.18,19). Assim, Habacuque foi da queixa à confiança, da dúvida à confiança, do homem a Deus , dos vales aos montes altos.

Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação, o Livro de Habacuque demonstra essa renovação evangélica. No centro da mudança e no centro do livro, está este nítido credo da fé: “O justo, pela sua fé, viverá (2.4). Para o profeta, a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Quando a invasão, que foi predita, pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade, aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor, cuja confiança e dependência estão nele, será liberto, e eles viverão. Para os escritores do NT, tais como Paulo e o autor de Hebreus, essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna.

Cristo Revelado
Os termos usados em Habacuque 3.13 ligam a idéia de salvação com o ungido do Senhor. As raízes hebraicas dessas palavras refletem os dois nomes do nosso Senhor: Jesus, que significa “salvação”, e Cristo “o ungido”. O contexto aqui é o grande poder de Deus manifestado em favor do seu povo, através de um Rei davídico, que lhes traria libertação dos seus inimigos. O Messias veio no tempo determinado (2.3; Gl 4.4), foi dado a ele o nome de “Jesus” como a profecia pré-natal de seu ministério (Mt 1.21), e nasceu “na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.11).
Enquanto Habacuque espera pela resposta às suas perguntas, Deus lhe concede o presente de uma verdade que satisfaz suas ansiedades não-expressas, bem como apresenta a solução para sua situação presente: “ O justo, pela sua fé, viverá” (2.4). O Apóstolo Paulo vê essa afirmação da Habacuque como a pedra fundamental do evangelho de Cristo (Rm 1.16-17). Cristo é a resposta para as necessidades humanas, incluindo a purificação do pecado, o relacionamento com Deus e a esperança para o futuro.

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8.5.08

Autor: Miquéias - LIÇÃO 6

Autor: Miquéias
Tema: Juízo e Salvação Messiânica
Data: Cerca de 740—710 a.C.

O profeta Miquéias era originário da pequena cidade de Moresete-Gate (1.14) no sul de Judá, área agrícola a 40 km ao sudoeste de Jerusalém. À semelhança de Amós, era homem do campo, e provinha com certeza de família humilde. Se Isaías, seu contemporâneo em Jerusalém, assistia ao rei e observava o cenário internacional, Miquéias, um profeta do campo, condenava os governantes corruptos, os falsos profetas, os sacerdotes ímpios, os mercadores desonestos e os juízes venais, que havia em Judá.
Pregava contra a injustiça, a opressão aos camponeses e aldeões, a cobiça, a avareza, a imoralidade e a idolatria. E advertiu sobre as severas conseqüências de o povo e os líderes persistirem em seus maus caminhos. Predisse a queda de Israel e de sua capital, Samaria (1.6,7), bem como a de Judá, e de sua capital, Jerusalém (1.9-16; 3.9-12).

O ministério de Miquéias foi exercido durante os reinados de três reis de Judá: Jotão (751—736 a.C.), Acaz (736—716 a.C.) e Ezequias (715—687 a.C.). Algumas de suas profecias foram proferidas no tempo de Ezequias (cf. Jr 26.18), porém a maioria delas reflete a condição de Judá durante os reinados de Jotão e de Acaz, antes das reformas promovidas por Ezequias. Não há dúvida de que o seu ministério, juntamente com o de Isaías, ajudou a promover o avivamento e as reformas dirigidas pelo justo rei Ezequias.

Propósito
Miquéias escreveu a fim de advertir a sua nação a respeito da certeza do juízo divino, para especificar os pecados que provocavam a ira de Deus, e para resumir a palavra profética dirigida a Samaria e a Jerusalém (1.1).Predisse, com exatidão, a queda de Israel; profetizou que destruição semelhante seria sofrida por Judá e Jerusalém em conseqüência de seus pecados e flagrante rebeldia. Este livro, portanto, preserva a grave mensagem de Miquéias às últimas gerações de Judá antes de os babilônios invadirem a nação.

Visão Panorâmica
O livro de Miquéias consiste numa mensagem de três partes:
(1) recrimina Israel (Samaria) e Judá (Jerusalém) pelos seus pecados específicos que incluem a idolatria, o orgulho, a opressão aos pobres, os subornos entre os líderes, a cobiça e a avareza, a imoralidade e a religião vazia e hipócrita;

(2) adverte que o castigo divino está para vir em decorrência de tais pecados; e

(3) promete que a verdadeira paz, retidão e justiça, prevalecerão quando o Messias estiver reinando. Igual atenção é dedicada aos três temas do livro.

Visto por outro prisma, os capítulos 1—3 registram a denúncia que o Senhor faz dos pecados de Israel e de Judá, e de seus respectivos líderes, e a iminente ruína destas nações e suas respectivas capitais. Os capítulos 4—5 oferecem esperança e consolo ao remanescente no tocante aos dias futuros, em que a Casa de Deus será estabelecida em paz e retidão, e a idolatria e a opressão serão expurgadas da terra.

Os capítulos 6—7 descrevem a queixa de Deus contra seu povo, como se fora uma cena de tribunal. Deus apresenta a sua causa contra Israel. Em seguida, Israel confessa a sua culpa, e logo há uma oração e promessa em favor dos filhos de Abraão. Miquéias encerra o livro, com um jogo de palavras baseado no significado do seu próprio nome: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti?” (7.18). Resposta: Somente Ele é misericordioso, e pode dar o veredito final: “Perdoado” (7.18-20).

Características Especiais

Cinco aspectos básicos caracterizam o livro de Miquéias.
(1) Defende, à semelhança de Tiago, a causa dos camponeses humildes explorados pelos ricos arrogantes (cf. 6.6-8; cf Tg 1.27). Em seguida, Miquéias pronuncia sua exortação mais grave e memorável acerca das exigências divinas a Israel: “que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus” (6.8).

(2) Parte da linguagem de Miquéias é austera e direta; noutras ocasiões, é eloqüentemente poética com o complexo uso de jogos de palavras (1.10-15)

(3) Tal como o profeta Isaías (cf. Is 48.16; 59.21), Miquéias expressa nítida consciência de sua chamada e unção proféticas: “Mas, decerto, eu sou cheio da força do Espírito do SENHOR e cheio de juízo e de ânimo, para anunciar a Jacó a sua transgressão e a Israel o seu pecado” (3.8).

(4) O livro traz uma das mais grandiosas expressões da Bíblia sobre a misericórdia de Deus e a sua graça perdoadora (7.18-20).

(5) O livro contém três importantes profecias citadas noutras partes da Bíblia: uma que salvou a vida de Jeremias (3.12; cf. Jr 26.18), outra que diz respeito ao local onde o Messias haveria de nascer (5.2; cf. Mt 2.5,6), e ainda uma outra usada pelo próprio Jesus (7.6; cf. Mt 10.35,36).

O Livro de Miquéias ante o NT
Assim como outros profetas do AT, Miquéias olhou para além do castigo de Deus a Israel e Judá, e contemplou o Messias vindouro e seu reino justo na terra. Setecentos anos antes da encarnação de Cristo, Miquéias profetizou que Ele haveria de nascer em Belém (5.2). Mateus 2.4-6 narra que os sacerdotes e escribas citaram este versículo como resposta à pergunta de Herodes concernente ao lugar onde o Messias nasceu. Miquéias revelou, também, que o reino messiânico seria de paz (5.5; cf. Ef 2.14-18), e que o Messias pastorearia o seu povo com justiça (5.4; cf. Jo 10.1-16; Hb 13.20). As referências freqüentes de Miquéias sobre a redenção futura, revelam que o propósito e desejo permanente de Deus para o seu povo é a salvação, e não a condenação. Tal verdade é desdobrada no NT (e.g., Jo 3.16).

criado por edjardimm    18:06 — Arquivado em: Sem categoria

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